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Sobre

Fotógrafa, artista visual e filmmaker. 
1986 - São Paulo, SP - Brasil



Artista visual e filmmaker. Tenho a fotografia como eixo principal. Optei por trocar a paisagem predial da cidade de São Paulo pelo horizonte marítimo de Salvador, onde atualmente resido. Concluí minha graduação em Fotografia, no Senac - SP, em 2011, e logo investi na conexão da imagem fixa com o movimento por meio da especialização em Comunicação e Práticas de Produção e Imagem: Fotografia e Audiovisual, pela UPM (Mackenzie), em 2016. Atualmente, dedico especial interesse às práticas e processos fotográficos alternativos, tanto aqueles advindos do século XIX como outros fazeres possíveis pela tecnologia de hoje. Ao longo dos anos consegui algumas indicações em prêmios nacionais e internacionais e integrei quatro exposições coletivas em solo brasileiro. No audiovisual, fiz parte da equipe do curta ‘Helena’, premiado em 2019 nas categorias de melhor fotografia e melhor figurino nas Mostras Criancine e Dália da Serra - 12º Curta Taquary em Pernambuco. Assumi a fotografia still do curta ‘Ouroboros’, premiado em duas mostras: melhor filme de ficção e melhor roteiro no 1º Festival de Cinema de Rondônia - CINE RO (2021), e melhor maquiagem no 5º Petit Pavê - Festival de Cinema Independente de Curitiba (2021).


Declaração da Artista

Fui encontrada pela fotografia ao nascer - talvez até antes, enquanto nadava no útero de minha mãe até que ele se tornasse pequeno demais para mim. Não conhecia a fotografia, mas ela me sabia através do olhar paterno que me fez surgir em imagens por meio de sua câmera fotográfica. Aos 9 anos ganhei minha primeira câmera. Aos 12, a segunda - que carrego até hoje, funcionando. Ambas presentes de minha irmã mais velha. No meio disso, muita música: meu pai um apaixonado por música, arriscando compor, e um bom tocador de violão, e minha irmã do meio musicista. Dessa infância trago influências basilares à minha produção artística. Tenho especial interesse pela poesia, cujos primeiros contatos se deram pelos escritos de meu pai; pelas plantas e flores, com as quais ainda mantenho contato visual e tátil por crédito de minha mãe e avós materna e paterna; pela astronomia e a delicada lembrança de olhar para o céu, procurar suas profundezas para adentrar em suas sombras; pela ideia de ser parte da natureza e, por isso, me sentir conectada ao cosmos, às folhagens, à terra, abrindo espaço para aquilo que chamo de espiritualidade. A botânica e o céu estrelado foram as primeiras formas de vida diante das quais eu me dediquei à espera. Essa dedicação infantil veio atravessar minhas imagens, mas principalmente meu processo criativo, dotando-o de uma energia impregnada de integração, intuição e, ao mesmo tempo, solitude. Era como se, embora viva nesse imenso infindável do multiverso aos meus olhos e à razão, ainda assim experimentasse o mundo e a mim a sós. Desde criança trago comigo o desejo por viajar, ultrapassar fronteiras, enxergar o visível na sombra. Com a pintura e o cinema alimentei ainda mais o anseio em romper superfícies, corpos, sentimentos, linhas divisórias imaginárias. Muito do meu trabalho carrega em si o trânsito, seja este um movimento exclusivamente interno ou físico. Interessa-me tanto a viagem quanto a origem e o destino. Dos lugares e trajetos colho materiais com os quais produzo minhas imagens. Curiosa e inquieta, pesquiso sobre diversos modos de produzir imagens: antotipia, cianotipia, infravermelho, colagem, bordado, mixagem, intervenção, pintura, audiovisual, astrofotografia, fotografia analógica e digital. Há uma predileção por lugares e paisagens externas porque nelas encontro conforto para meditar sobre tudo o que me afeta. Essa é, talvez, a principal chave para o meu trabalho: ser afetada. Tento, de algum modo, erigir um mundo habitável em minhas imagens. Para mim, e para quem mais quiser.